30 de jun. de 2011

Aprendendo com Maquiavel

Maquiavel, nascido em Florença, em 1469, foi historiador, poeta, diplomata e músico.

Um dos fundadores da ciência política, baseou sua obra em suas próprias experiências, fossem profissionais, fossem pessoais.

Crítico e observador, criou polêmicas ao escrever seus pensamentos, baseados em autores e conceitos da Antiguidade Clássica.

Frases do tipo: "Os fins justificam os meios", "Homens ofendem por medo ou por ódio", "Pois o homem que queira professar o bem por toda parte é natural que se arruíne entre tantos que não são bons", "Pelo que se nota que os homens ou são aliciados ou aniquilados", entre outras, muitas vezes, foram alvos de críticas ferrenhas, por serem mal  interpretadas.

O que não se pode negar é que, de uma forma ou de outra, Nicolau Maquiavel, contribuiu para a evolução do pensamento e da política em todo o mundo. Sua obra é atemporal e serviu de inspiração para figuras mundialmente importantes.

Tendo em vista toda esta história facinante, resolvi adquirir um livro, do estudioso Júlio Pompeu, no qual ele nos mostra o que o pensador nos ensinou sobre a natureza humana. E, através de frases e exemplos, e uma aula de história e política, demonstra como desconhecemos Maquiavel, e como toda a obra continua pertinente e atual.

Um livro interessantíssimo de se ler, com linguagem direta e clara, faz com que a cada página reflitamos sobre o que o grande pensador deixou registrado.

Deixe o preconceito de lado, dispa-se de rótulos e prepare-se para ler sobre o que o ser humano realmente é: maquiavélico.

Se você estiver preparado para tal descoberta não deixe de ler o livro: Somos Maquiavélicos, de Júlio Pompeu, Editora Objetiva.






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"Por ser a vida breve
E muitas as penas
Que padecem vivendo,
A atrás de nossos desejos
Vamos passando e consumindo os anos,
Quem do prazer se priva
E vive entre tormentos e fadigas
Do mundo não conhece os enganos;
Nem sabe de que males e estranhos casos
Seja todo mortal oprimido"

Maquiavel, Canção da abertura da peça Mandrágora

  



"Poucos vêem o que somos, mas todos vêem o que aparentamos"


"Um povo corrompido que atinge a liberdade, tem maior dificuldade em mantê-la"


"Para bem conhecer a natureza dos povos, é necessário ser príncipe, e para bem conhecer a dos príncipes, é necessário pertencer ao povo"

"Os homens prudentes sabem sempre tirar proveito dos atos a que a necessidade os constrangeu"





Homens




"Há homens que lutam um dia e são bons; há outros que lutam um ano e são melhores; há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons; mas há os que lutam toda a vida. Estes são imprescindíveis".
(Brecht)

21 de jun. de 2011

Pensando...





O que for teu desejo, assim será tua vontade.

O que for tua vontade, assim serão teus atos.

O que forem teus atos, assim será teu destino.


(Deepak Chopra)




15 de jun. de 2011

Encontro grandioso com Fernando Sabino

Nosso primeiro encontro foi em meados de 1989.


Ansiedade tomava conta.


Conhecia sua fama.


Ouvira falar de seus recursos linguísticos.


Tomei coragem.


Marquei o encontro.


Respirei fundo e me entreguei ao desejo.


Desejo de aprender cada vez mais.


Me entreguei a leitura interessante, que sugava toda a minha atenção.


Meus olhos devoravam cada linha.


Minha imaginação, cada sublinha.


Cada crônica era uma surpresa.


Um aprendizado.


Uma lição de inteligência.


Meu par? Livro de Fernando Sabino.


Jornalista e escritor mineiro, de talento indescritível.


Que conseguia colocar o bom humor, a inteligência e a emoção na ponta do lápis e dividia com seus leitores toda a sua vivência e experiências.


Ler, fosse um artigo, uma crônica ou um livro deste autor, era aprendizado garantido.


Pena que se foi em 2004. Mas, deixou, para nossa sorte, sua marca na literatura brasileira.


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Conheça um pouco deste autor:



"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza de que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo. Fazer da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro".



"Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um."




"O otimista erra tanto quanto o pessimista, mas não sofre por antecipação".



"O diabo desta vida é que entre cem caminhos temos que escolher apenas um, e viver com a nostalgia dos outros noventa e nove".




"O ar não é silencioso? O vento não faz barulho? E que é o vento senão ar? A música é o silêncio em movimento".




"Se lhe posso dar um conselho, é este: não tente apanhar o fruto verde para que ele não apodreça na sua mão".




"Tem gente que é só passar pela gente que a gente fica contente. Tem gente que sente o que a gente sente e passa isto docemente. Tem gente que vive como a gente vive, tem gente que fala e nos olha na face, tem gente que cala e nos faz olhar. Toda essa gente que convive com a gente, leva da gente o que a gente teme passa a ser gente dentro da gente. Um pedaço da gente em outro alguém".

14 de jun. de 2011

David Foster

Imagine uma pessoa talentosa.

Imagine uma pessoa talentosa e detentora de um currículo invejável e infinito.

Imagine uma pessoa descobridora de novos talentos e orientador e incentivador dos já existentes.

Este é David Foster.

Músico canadense talentosíssimo e também compositor e produtor musical de artistas como: Whitney Houston, Celine Dion, Barbra Streisand, Kenny Rogers, Deniece Williams, Luis Miguel, Peter Allen, Richard Marx, Mariah Carey, Vanessa Williams, Anne Murray, Olivia Newton-John, Andrea Bocelli, Lisa Marie Presley, Lara Fabian,  Julio Iglesias, Gordon Lightfoot, Madonna, All-4-One, Ricardo Montaner, Al Jarreau, Kenny Loggins, Natalie Cole, Yolanda Adams, Michael Bublé, Chicago, Peter Cetera, Katharine McPhee, Seal, Paul McCartney, Earth, Wind and Fire, Michael Jackson e muitos outros.

Tive o prazer de ser apresentada, musicalmente, a este vencedor de mais de quarenta Grammy (desses quatro com Michael Bublé, três com Whitney Houston e três com Earth, Wind and Fire ), três Emmy, três Globo de Ouro e de três Oscar, há, mais ou menos, dois anos e não me canso de ler a respeito deste profissional e ouvir tudo que ele faz.

David Foster é sinônimo de música de qualidade.

Atualmente além de fazer shows com convidados, produzir cantores, ele escreve para a Broadway o musical Betty Boop e cuida de sua fundação - The David Foster Foundation, no Canadá, dedicada à dar suporte financeiro às famílias de crianças que precisam de transplantes de órgãos.

Seu novo CD/DVD, Hit Man Retruns: David Foster & Friends, é um tributo à boa música e ao bom gosto. Um desfile de talentos pelo palco, com a participação de Seal, Earth, Wind and Fire, Lara Fabian, Michael Bolton, Donna Summer, Kenny G, Natalie Cole, Chaka Khan, entre outros.

Se você gosta de boa música, executada por profissionais talentosos, ouça tudo que David Foster faz. Ele é certeza de música de qualidade.










13 de jun. de 2011

Injeção de ânimo

Uma noite como tantas outras.

Tudo beirando a monotonia. Mas, resolvi ver TV.

Uma surpresa saltou-me aos olhos entendiados.

Um menino de quatorze anos.

Fisicamente pequeno.

Olhar puro e verdadeiro de criança.

Jeito de adolescente.

Voz de adulto.

A música se inicia.

E de seus lábios saem notas perfeitas.

Talento nato.

Nasceu pronto para brilhar.

Nasceu estrela.

Nasceu perfeito.

Obra de Deus.

E, como todas, lindas.

Voz doce.

Emoção pura.

Minha noite ficou mais bonita.

Deus abençoe aquele talento em corpo de criança.

Obrigada David por aparecer em rede nacional, para termos o prazer em ouvir sua linda voz.

Mais um talento nosso.

Um orgulho em meio tanta coisa ruim e inútil na televisão.

Ainda resta uma esperança de dias melhores.

David, uma injeção de ânimo e luz em dias monótonos e escuros.

Amor...

 


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"Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.

Não existem príncipes nem princesas.

Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.

O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser".


(Mário Quintana)



4 de jun. de 2011

Democracia para quem e até aonde?



Há algum tempo, tenho questionado o que posso falar, para quem e aonde.

Sim, porque falar não é algo tão fácil assim. Pode ser fácil para quem fala, às vezes. Mas, pode ser muito difícil para quem ouve.

Um exemplo claro de tal situação foi os recentes acontecimentos com o deputado federal Jair Bolsonaro.

Ele é um grande exemplo de que a nossa tão falada e defendida democracia, só existe se você falar e agir como "eles" querem. Como o que está na moda no momento. Ou o que dá mais votos, ou faz com que uma campanha de marketing de uma grande multinacional decole ou o que o quarto ou quinto poder desejam.

Não irei falar aqui sobre a opinião do referido deputado sobre suas alegações acerca da ditadura militar, ou da homossexualidade, cotas raciais, ou da punição para traficante de drogas.

Irei falar apenas sobre o direito de falar, esbarrando em alguns momentos no conteúdo das falas deste político.

Ainda mais quando o direito é usado contra o emissor de sua própria opinião. Que, cá entre nós, poderá estar representando alguma parcela significativa da população. Afinal, se este militar da reserva está na Câmara dos Deputados do Brasil, é porque teve votação suficiente para estar lá. E até onde sei, na democracia, os cidadãos exercem seu poder de tomar decisões políticas, indiretamente, por meio de representantes eleitos.

Ou seja, Bolsonaro chegou lá para ser a voz de uma parcela do povo brasileiro.

Não vou negar, que na minha opinião, ele muitas vezes, exagera e chega a errar no tom, mas tem direito de falar sua opinião. Opinião esta, que alguns repudiam publicamente, mas que compartilham-a dentro de suas residências, ao educar seus filhos, ou até mesmo em alguma sessão de terapia.

A democracia precisa deixar de ser respaldada na mentira e em uma ditadura às avessas, para se tornar uma democracia na essência de seu significado.

Eu, você, nós e o Bolsonaro podemos e devemos expressar nossas opiniões. Ainda mais quando visam manter a ordem, colocar abaixo a baixaria e a falta de bom senso que impera nesta "modernidade".

Porque sabemos que no fundo, bem no fundo, a modernidade é da boca para fora. E que, na consciência das pessoas que sabem distinguiro certo do errado, o bom do ruim, a democracia é respaldada por, no mínimo, um pingo de bom senso, valores e respeito ao que nos foi ensinado.

O sentido da democracia, assim como muitos aspectos da vida moderna, se desvirtuou em função de uma liberdade moderna, vazia e perigosa.

Vivemos uma modernidade perversa e, pasmem, totalmente ditatorial, amparada por uma total inversão de valores e, em muitas vezes, por uma ausência total dos mesmos.

Se você acha que pode falar o que quiser, se prepare. Pois, você não pode.

Fale o que querem que você fale. Fale o que querem ouvir. Aí sim, você fará parte deste grupo seleto, onde a "grande democracia" habita.









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"Ainda que fujas do campo para a cidade, ou da rua para tua casa, tua consciência vai sempre contigo. De tua casa só podes fugir para teu coração. Porém, para onde fugirás de ti mesmo?" (Santo Agostinho)





30 de mai. de 2011

Michael





Sempre admirei talentos. De quaisquer tipo, formas e estilos.

Mas, sempre admirei a dança, em especial.

Talvez por ter praticado, com imenso prazer, por muitos anos.

De tanto dançarinos que passaram por meus olhos, o que me deixava absurdamente impactada era Michael Jackson.

Não falarei aqui de seus problemas emocionais, psicológicos, entre outros. Me restringirei a falar de seu talento.

Talento ilimitado.

E dois anos atrás, descobri que era imortal.

E a saudade se fez presente.

Ontem, navegando por vários canais de TV e já certa de que nada de interessante seria achado, me deparei com um programa: Move like Michael.

O programa foi produzido na Inglaterra, sob forma do infame rótulo "reality show", que diferentemente dos demais deste segmento, tem um objetivo: encontrar um dançarino inspirado na dança do ícone pop.

Coreógrafos que trabalharam com o astro, dançarinos que se apresentaram com ele, em breves inserções saudosas, explanavam sobre o talento do cantor.

Assisti apenas ao primeiro episódio. Mas, já foi o suficiente para ver talentos desfilando em frente à câmera.

Quantos dançarinos maravilhosos.

Quanto talento escondido neste mundo.

E tanta coisa de baixa qualidade fazendo sucesso.

Como é bom observar talentos se expressando de forma tão primorosa.

Nestas horas, uma ponta de esperança surge. Mesmo que seja lá da Inglaterra.

Mas, a arte é universal.

Para o talento não há fronteiras. Apenas aplausos.

E haja aplausos.

E haja saudades.

Saudades de Michael.

Saudades do seu talento.





29 de mai. de 2011

Suposta vida moderna



 


Foi-se o tempo da educação.

Foi-se o tempo de olhar para o lado.

Foi-se o tempo do querer o bem.

Vemos, de camarote, as famílias desaparecendo, se dissolvendo.

Filhos se distanciando dos pais, em meio ao desrespeito e ao egoísmo.

Vemos a terceirização da educação. Esta, "elaborada" e ensinada por algum desconhecido que possui algum diploma e é pago para fazer isso como profissão por alguma escola em meio a um quarteirão abandonado nesta imensidão de mundo, que tem como objetivo principal o ganho financeiro.

Pagamos para educar nossos filhos.

Pagamos por uma comida que nos envenena.

Pagamos para ter um tempo para nos mesmos.

Pagamos para ter saúde.

Pagamos para conversar com terapeutas sobre o que somos.

Pagamos para viver a nossa vida.

Vivemos em um mundo ridiculamente deslumbrado, infeliz e vazio.

Fingimos que está tudo bem, em meio a grandes estoques de antidepressivos.

Levantamos cedo para trabalhar e nem pregamos os olhos à noite toda.

Sorrimos por fora. Choramos por dentro.

Cantamos por fora. Lamentamos por dentro.

Estamos prester a ver nossos sonhos mais íntimos virarem peças de museu.

Daqui a alguns anos veremos famílias sendo peças de museu.

E concordamos com tudo.

Passivamente.

Paralisados.

Imobilizados.

Com o coração apertado.

E não fazemos nada.

Não sabemos de onde tirar forças para dar o primeiro passo.

E, acabamos, por compactuar com o nosso próprio extermínio.

Entregamos nosso coração, nossos princípios, nossos sentimentos mais puros, nossos sonhos, nossa integridade, nossa índole e nossas opiniões em uma bandeja para que se faça o que quiserem com eles.






Nós deixamos. Nós aceitamos.

Salve a concordância ignorantemente cega.

Salve o desrespeito ao próximo.

Salve a ignorância opcional.

Novos tempos.

Final dos tempos.










28 de mai. de 2011

Consciência




 


"O único tirano que aceito neste mundo é a voz silenciosa
dentro de mim, minha consciência"
(Gandhi)






Vida



"Não se pode ter paz evitando a vida"
(Virginia Woolf)





22 de mai. de 2011

Questionamentos lançados

Um dia acordei com fome literária.

Passo os olhos pelas minhas estantes.

Não encontro nada que me alimente.

Vou à livraria.

Olho.

Procuro.

Nada me desperta a curiosidade.

Até que dou de encontro com um dos meus "pensadores" favoritos: Mario Sergio Cortella.

Filósofo que me foi apresentado na minha querida época de PUC.

Lindas lembranças, lindas frases que ficaram marcadas em uma palestra assistida.

Agora, em tempos de vida real, longe do meio acadêmico, resta-me continuar deliciar-me com suas palavras, via suas obras.

Seus livros.

Livros que sempre me ensinaram algo que mudou minha forma de observar o próximo e "viver a vida".

Naquele dia em questão, me deparei com um recente livro de Cortella: Qual é a tua obra?

O mesmo pulou em minhas mãos e saltou aos meus olhos.

Pronto. A curiosidade se instalou em meus pensamentos.

E lá ia eu, com sacolinha nas mãos e um novo livro a ser devorado.

No mesmo dia iniciei a leitura e dois dias depois já tinha acabado de aprender, via páginas de conteúdo ímpar, com Mario Sergio Cortella.

Idéias lançadas.

Conceitos repassados.

Experiências divididas.

Aprendizado em cada linha e, principalmente, nas sublinhas.

O título nos provoca, nos incentiva a pensar sobre nossa vida e nosso posicionamento e comportamento perante a mesma, seja no âmbito pessoal, como no profissional.

Seu conteúdo, nos ensina a sermos pessoas melhores, a saber separar o que queremos para nossa vida e nos mostra que nossa obra é muito maior que qualquer atividade que exerçamos.

Inquietações são lançadas.

Frases, pensamentos do prórpio autor, como de outros estudiosos, filósofos, escritores, entre outros, são compartilhados e nos fazem refletir sobre o nosso comportamento e sobre o nosso posicionamento perante a vida.

"Qual é a tua obra?", nos questiona em todos os capítulos sobre o que queremos para nós mesmos. O que é importante e o que é essencial para a nossa existência.

Os questionamentos colocados muitas vezes assustam. Mas, ao fechar este livro você refletirá sobre sua existência, sobre o que você quer dela, sobre o que realmente importa.

Como toda a obra de Mario Sergio Cortella, recomendo!


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Qual é a tua obra? - Inquietações propositivas sobre gestão, liderança e ética  - de Mario Sergio Cortella, Editora Vozes.


18 de mai. de 2011

Mario Prata

Admiração.

Desde adolescência.

Desde que a solidão se fez presente em uma roda de amigos.

Desde que a vida bateu a minha porta.

E entrou sem permissão.

Sem ensaio.

Desde que o olhar para o lado tornou-se diferente.

Livros.

Crônicas.

Matérias em jornais.

Teatro.

Cinema.

Televisão.

Jornalismo.

Versatilidade.

Competência.

Humor.

Vocação.

Temperamento forte.

Inteligência inesgotável.

Cinismo milimétrico.

Mario Prata.

Tenta, incasavelmente, dizer que escritor é uma profissão como outra qualquer.

Humilde.

Tem na ponta do lápis ou em um teclado de computador, o que a maioria das pessoas deixa escondido no coração.

Não é para qualquer um.

É para poucos.

Bem poucos.

Só para pessoas especiais.

Mario Prata é este tipo de pessoa.

Que ilumina nossas vidas, que escancara o que está em nosso peito, que grita para todos o que está nas sublinhas, que nos faz refletir, que nos faz sentir sem estarmos preparados para tal, mesmo que doa.

Esta dor que nos faz crescer.

E no crescimento está a nossa evolução humana.

Ele é assim.

Ele abriu uma janela fechada.

Ele me ajudou, via literatura, a crescer.

Obrigada por ter me ensinado tanto. Mesmo quando não me julgava apta a aprender.

E aprendi. E como.





"Amor,
é quando a paixão
não tem compromisso marcado.Não.
Amor é um exagero... Também não.
Um dilúvio, um mundaréu,
uma insanidade, um destempero,
um despropósito, um descontrole,
uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tenha sentido,
talvez porque não tenha explicação,
esse negócio de amor...
Não sei explicar!"
(Mario Prata)

Reflexão via quadrinhos - Parte 2

William B. Waterson II, mais conhecido como Bill Watterson, nasceu em 1958, em Washington e se formou em ciências políticas, pela Kenyon College, em 1980, ano em que começou a trabalhar como chargista.

Em 1985 lançou as personagens Calvin e Haroldo (Calvin & Hobbes) e, de forma meteórica, ganhou fama pelo mundo, a ponto de vender mais de um milhão de cópias no primeiro ano de lançamento do livro.




Calvin é um menino de 6 anos que não pára de aprontar, seja com os pais, vizinha, professora, amiga de escola e até com seu tigre de pelúcia. São atitudes inusitadas, questionamentos inapropriados para determinadas situações e algumas colocações que nem um adulto faria. Suas respostas e reações são sempre inesperadas, infantis e cômicas.

Já Haroldo é o tigre de pelúcia de Calvin, que tenta colocá-lo na linha, utilizando-se da posição de seu melhor amigo, e por meio de sua consciência sobre o que é certo e errado e de seu bom senso. Mas, muitas vezes, acaba sendo "vítima" do próprio dono.

Por meio destas personagens, o chargista buscou fazer reflexões sobre a humanidade, sobre o planeta, sobre a hipocrisia e estupidez humana, ao mesmo tempo que possibilitou que nos reconhecêssemos em alguns momentos e observassemos como somos todos iguais, com os mesmos sonhos, medos e desejos.

Através de muito humor, o autor nos faz revelações que temos medo de enxergar no espelho. E, quando nos pegamos rindo após a leitura de uma tirinha, estamos rindo de nós mesmo.

Nós somos o próprio Calvin.  








Infelizmente, Bill Waterson parou de desenhar as tiras em 1996. Mas, deixou uma coleção de livros contendo as inteligentíssimas tirinhas, para que pudessemos ter, com maior facilidade, esta bela obra ao alcance de nossas mãos.

Para mim, colecionadora dos livros deste chargista, um dos melhores quadrinhos já publicados.





















Renda-se a esta dupla dinâmica: Calvin e Haroldo. Diversão inteligente e bem-humorada garantida.
 
 
 
 

Reflexão via quadrinhos

Joaquín Salvador Lavado, mais conhecido por Quino, nasceu em Mendoza, Argentina, em 1932.

A partir de 1949, ano em que abandona a faculdade de Belas Artes, tenta, em vão, vender seus trabalhos nos jornais da capital argentina. Mas, somente em 1954 consegue publicar seu primeiro desenho.

Em 1964, nasce uma personagem que o faria mundialmente conhecido: Mafalda, uma menininha de 8 anos, que questionava todos os problemas da atualidade (de comportamento, passando pela política, economia, chegando até às questões científicas), e era porta voz de uma geração que estava em meio a uma grande mudança dos costumes e do início da evolução da tecnologia.





O sucesso foi tamanho que as histórias de Mafalda foram traduzidas para dez idiomas e exportada para vários países, além de ter sido garota propaganda das campanhas da UNICEF e motivo de cartões postais e de selos argentinos.

A personagem teve suas histórias narradas até o início da década de setenta, quando foi  interrompida. Mas, tal encerramento precoce, não fez de seu autor perder o reconhecimento conquistado.

Muito pelo contrário, ficou cada vez mais conhecido e reconhecido mundialmente como grande cartunista.

No ano passado, nós, brasileiros, fomos presenteados com o lançamento de três obras de Quino: 10 Anos com Mafalda (com todas as tiras da personagem publicadas entre 1064 e 1973), Humanos Nascimos e Que Presente Inapresentável. Obras distintas que conseguem condensar a visão de mundo do cartunista.

Embora já tenha anunciado novas publicações, Quino está sem desenhar. Por opção própria. Segundo ele, "para renovar as idéias".

Idéias, estas, que muitas vezes foram, e ainda são, consideradas pessimistas por grande parte de seus leitores, e que, na minha modestíssima opinião, só nos dão "um tapa na cara" e nos fazem refletir sobre o que acontece neste mundo em que vivemos, no qual valores estão sendo deixados de lado em prol de algo que ainda nem sequer sabemos o que é... Só que boa coisa, não é!

Abaixo, uma tirinha deste cartunista incrível, que apesar das críticas, continua exercendo seu dom como poucos.

De pessimista não tem nada. Mas, de realista. Meu Deus!





Mais de sua genialidade...

Mais reflexões...



















17 de mai. de 2011

Rio




Uma tarde livre.

A ociosidade me conduziu à frente da tela.

Nela, iniciava-se a apresentação de uma animação.

Animação norte-americana, sob o título de "Rio", com a direção do brasileiro Carlos Saldanha e texto de Don Rhymer, mostra uma história bem elaborada, dinâmica, com personagens interessantes e mensagem positiva.

Através de técnica primorosa o Rio de Janeiro é construído virtualmente. E, o resultado é charmoso e envolvente.


Belas paisagens e belezas naturais são reproduzidas com grande competência.


De fundo, uma trilha sonora delicadamente escolhida pelo produtor musical Sergio Mendes. Óbvia, mas de bom gosto.


Contudo, peca pelos tristes cliches preconceituosos e baratos.


Desfilam pela tela bandidos, mulheres com pouca roupa, samba, morro, Carnaval e outras tantas situações e cenas já batidas, caricatas, que não mostram nada de novo, mesmo tendo como diretor um carioca nato.


Uma grande oportunidade de mostrar um outro lado do Brasil, que ainda não foi explorado, foi perdida.


Embora acredite que o objetivo do filme não era parodiar o país, foi exatamente isto que aconteceu. Nós, brasileiros, fomos expostos de forma leviana e injusta.


Nem todo dia é Carnaval.


Nem todos os dias usamos biquinis.


Nem todos são bandidos.


Não vivemos em eterna festa.


O desenho é, literalmente, bem animado.


Uma animação que beira a perfeição técnica, com muitos momentos emocionantes, personagens bem elaborados e uma bonita mensagem final.


Pena que nós, brasileiros, fomos, mais uma vez, tristemente e desnecessariamente expostos.


Carnaval, só em fevereiro.










4 de mai. de 2011

Ótima iniciativa





Como uma grande devoradora de livros, admiradora de escritores, pensadores e divulgadora de boas iniciativas literárias, não poderia de deixar de postar algo sobre o BookCrossing.

O BookCrossing é uma grande idéia oriunda dos EUA, em meados de 2001, a qual consiste em deixar um livro em local público, para que o mesmo possa ser encontrado e lido por um leitor que, após a leitura, deverá fazer o mesmo.

Com a finalidade de democratizar a leitura e transformar o mundo em uma imensa bibilioteca, a idéia foi aceita rapidamente e amplamente divulgada. Assim, um mês após a divulgação foi criado um site, o que facilitou a propagação da iniciativa em escala mundial.

O conceito do BookCrossing é o de "ler, registrar e libertar". Assim, o livro é lido, registrado no site, para adquirir um número BCID e libertado, através do repasse para alguém conhecido ou deixando-o em um local público.

Outra vantagem deste movimento é a possibilidade de, para quem se registrar no site, juntar-se à comunidade, participar de fóruns, debates, além de acompanhar a localização do livro "libertado".

Permite-se, também, deixar por escrito, no próprio livro, algum comentário, que irá ser lido por algum leitor de algum cantinho do mundo. Afinal, são mais de 130 países participantes!

Assim, o BookCrossing é uma forma simples de oferecer livros e dar oportunidade a todos que desejam ler e dividir experiências, além de estimular a leitura.

Agora é com você...  

Divida emoções, conhecimentos, romances, poesias ou simples histórias...

Passe para frente obras que te fizeram refletir, que te ajudaram a ser uma pessoa melhor e a descobrir algum sentimento oculto que estava escondido em seu coração.

Compartilhe experiências.

E saiba que, ao encontrar um livro e ter coragem de embarcar em suas linhas, você nunca mais será o mesmo!

Boa leitura!




"Agora, livro meu, vai, vai para onde
o acaso te leve." - Paul Verlaine




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Sites:







28 de abr. de 2011

O artista - Parte 2

No início de março, publiquei uma postagem sobre um rapaz que me surpreendeu com seu talento. John Lennon da Silva.

Ontem, estava, assim como da outra vez, dando um vasto passeio pelos canais de TV aberta, quando me deparei com o mesmo jovem se apresentando.

Paralisei no mesmo momento.

Meus olhos se fixaram na coreografia.

Uma outra belíssima apresentação.

Uma outra belíssima composição.

Sensibilidade transbordando em cada movimento.

Leveza e sutileza em cada passo.

Emoção inundava o palco.

Olhar que expressava o que palavras e sons jamais conseguiriam.

Talento e criatividade juntos, compondo um belíssimo espetáculo.

Duas coreografias foram apresentadas.

E, mais uma vez, me emocionei com o espetáculo que assistia.

E, mais uma vez, meus olhos se encantaram.

E, o nó na garganta se fez presente.

Que emoção ver um brasileiro com tamanho talento tendo, mais uma vez, oportunidade de mostrar seu dom.

Que lindo dom, que faz com que, por alguns segundos, consigamos esquecer de tudo para além de nossas casas.

Que lindo dom, que nos faz fixarmos os olhos no que vemos e fixarmos nossos corações no que sentimos.

Ali, mais uma vez, pude ver a concretização da esperança.

Ali, mais uma vez, John Lennon da Silva, me encheu de orgulho.

Ali, mais uma vez, tive o prazer e a oportunidade de assistir um grande artista apresentando seu talento.

Ali, mais uma vez, sobre o palco escuro, vi um grande artista iluminado, nos dando a oportunidade de vermos algo de extrema qualidade e que nos faz sentir o que temos de mais bonito em nossos corações.

John Lennon da Silva. Nosso artista.

Grande artista.

20 de abr. de 2011

Tango, bolero e talento... Muito talento




A primeira oportunidade foi em 2000.

A segunda foi agora, por pura vontade de reviver as risadas gravadas em algum lugar da minha lembrança.

Texto enxuto, de argumentação simples, mas sem negligenciar a qualidade e a inteligência.

Nada de grandes experimentações teatrais, nem de exploração das complexidades existenciais.

Uma comédia. Simplesmente, uma comédia feita para divertir. Com o aval da grande diretora Bibi Ferreira.

Um espetáculo, de grande sucesso anterior, remontado com novo elenco e com uma roupagem mais moderna.

Do elenco antigo, permaneceu apenas o ator Edwin Luisi.

E ele que faz a diferença no palco.

Ator, este, que, em interpretação impecável, mostra o que é compor, encenar e interpretar uma personagem sem pudores e com tamanha competência que rendeu ao mesmo cinco merecidos prêmios: Shell, APCA, Mambembe, Governador do Estado do Rio de Janeiro e Quality Brasil.

Quarenta anos de carreira, com, uma média, de quase uma novela por ano, vários filmes e peças de teatro.

Carreira sólida, que não se rendeu aos vazios modismos televisivos modernos.

Peça recomendada com vistas a retribuir tudo o que este grande ator já vez na televisão brasileira, assim como, para se embebedar com tamanho talento que transborda do palco.

Vale a pena conferir!



tango-bolero-chachacha

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Serviço:

Tango, Bolero e Cha Cha Cha
Elenco: Edwin Luisi, Cris Nicolotti, Johnny Massaro, Carolina Lobak e Carlos Bonow.
Local: Teatro Shopping Frei Caneca
Temporada: até 17 de Julho de 2011.
  

17 de abr. de 2011

Para relembrar...






Certas datas deveriam ser muito comemoradas. Como a do aniversário deste artista completo, Charles Spencer Chaplin, mais conhecido como Charles Chaplin, que nasceu em 16 de Abril de 1889 e foi um ícone do difícil e admirável cinema mudo, contribuindo para o desenvolvimento da sétima arte.

Depois de tantos anos, este artista ímpar, que foi ator, diretor, produtor, comediante, dançarino, roteirista e músico, continua sendo lembrado por suas obras-primas.

Assim, nesta semana de homenagens a Chaplin, resolvi postar alguns poemas e pensamentos deste gênio.

Nunca é demais relembrar...

E se inspirar...








O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)








Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.






"O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar."

"O tempo é o melhor autor; sempre encontra um final perfeito."

"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder
com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve...
A vida é muita para ser insignificante."






"Não fique triste quando ninguém notar o que fez de bom
Afinal...
O sol faz um enorme espetáculo ao nascer e, mesmo assim, a maioria de nós continua dormindo."



Retrospectiva 2010



Dois mil e dez.

Fatos ocorridos.

Momentos marcantes.

Profissionais talentosos.

Imagens registradas.

Lentes atentas.

Lentes que conseguem expressar o que frases e diálogos talvez não conseguissem fazer com tamanha sensibilidade e competência.

Retratos alegres, tristes, curiosos e históricos, que mostram o que é a vida real, para pessoas que enxergam além do que os olhos conseguem enxergar.

Imagens que nos fazem refletir, nos emocionar.

Imagens que trazem embutidas vidas, famílias, situações e histórias.

Imagens fixas que nos fazem ir para longe.

Imagens que mexem conosco, que despertam os sentimentos mais profundos.

Sensações inesperadas.

Um clique que nos emociona.

Um clique que deixa aquele momento único registrado.

Registrado, não apenas em um papel ou quadro, mas em nossos corações.



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SERVIÇO:


Exposição: Foto Retrospectiva 2010 – 6ª Mostra Anual de Fotojornalismo.
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073.
Quando: até 26/04/2011; de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h.


12 de abr. de 2011

Pequenas vítimas


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Pequenos brasileiros.

Pequenas crianças.

Vítimas da loucura, da ignorância, quiçá, da negligência.

Histórias interceptadas sem motivos.

Nada faz sentido.

Nada tem explicação.

Vidas com páginas deixadas em branco.

Sonhos por realizar.

Futuro que acabou no presente. E ficará apenas um breve passado para ser relembrado.

7 de abr. de 2011

Triste estatística






Mais um caso, como tantos outros que já ocorreram.

Perda irreparável para uma família.

Mais um número na infinita estatística da Secretaria de Segurança Pública.

Famílias destruídas.

Amigos inconsoláveis.

Uma vida promissora e cheia de sonhos interceptada.

Desculpas mil.

Motivos fúteis e incompreensíveis.

Tentativas vazias de justificar o injustificável.

Caráter colocado à prova.

Falta de educação, carinho, formação e estrutura familiar como pretexto.

Nada explica.

A não ser a falta de respeito à vida alheia.

Tratada como se não fosse nada. Sem valor algum.

Triste fim das pessoas de bem.

Vivendo em um mundo à mercê de indivíduos sem escrúpulos.

Cruzando por essas ruas cinza com pessoas sem caráter algum, que não têm consciência do que é viver, do valor da vida para aqueles que prezam por ela.

Guerra civil? Impossível. Só um dos lados está armado.

Está mais para uma exterminação de pessoas corretas, honestas, trabalhadoras e de boa índole.

Uma pena que o tempo vá passando e nada certeiro seja feito.

Enquanto isso, pessoas queridas são eliminadas e viram estatística em alguma página de jornal.

Notícia de hoje, comentário de amanhã, estatística da semana. Depois, é esquecida.

Tudo é tratado como natural. Como se fosse exceção.

E de natural não tem nada.

E o pior: está virando regra.