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22 de out. de 2012

Caroline Silva Lee








Quinze anos.

Linda.

Estudante.

Esforçada.

Esportista.

Filha.

Irmã.

Namorada.

Três bandidos.

Um celular.

Uma bolsa.

Um tiro.

E uma linda história que estava apenas iniciando é ceifada brutalmente.

Sem motivos.

Tristeza.

Dor.

Uma mãe desolada.

Amigos se consolam.

Irmão chora solitariamente.

Assassinos são presos.

Debocham da situação.

Sabem que a pena é inexistente.

Uma pena.

Revolta imensa.

Impunidade é certa.

Que mundo é esse?

Que país é esse?

Quinze anos de vida.

Sonhos partidos por um tiro.

Lágrimas rolam.

Bandidos sorriem.

Nenhum arrependimento.

Uma vida em troca de um celular.

Uma mãe que nunca mais será a mesma.

Um vazio imenso.

Uma dor avassaladora.

Uma saudade dolorida.

Um silêncio eterno.

Descanse, pequena menina.

Durma em paz.

Olhe pela sua mãe.

Ela precisará.

Fique bem.

Amém.





13 de set. de 2011

Opção própria



Tantos casos.

Tantos acidentes.

Tanta irresponsabilidade.

Tanta imprudência.

Ocorrências e mais ocorrências semelhantes.

Semelhantes por conter, em seus panos de fundo, a falta de valorização da vida.

Não se tem consciência de quanto é preciosa.

Não se tem consciência de seu valor.

Não se tem consciência que é única.

E, por isso, atitudes irresponsáveis são tomadas.

Tomadas como se não pudessem gerar conseqüências.

E, muitas vezes, estas são fatais.

Pois, vidas iniciantes são ceifadas.

Cortadas por instrumentos próprios: a irresponsabilidade inconseqüente.

Finais trágicos.

Famílias inconsoláveis.

Estatísticas em folhas de papel.

O fim.

Por opção própria.


13 de jul. de 2011

Salve a impunidade




Uma madrugada como outra qualquer.

Pena que, em alguns segundos, tudo se transforma.

Uma vida se vai.

Por imprudência.

Por certeza da impunidade.

Família e amigos choram a perda.

Desconhecidos sentem a dor.

Uma fiança carimba o compactuar com a irresponsabilidade.

E, tudo fica assim.

Assim... Sem justiça.

Mais uma vez.

Somos feitos de bobo.

Mais uma vez.

Uma família é desrespeitada.

Seus sentimentos ignorados.

Esfregam em nossa cara a impunidade.

A revolta toma conta.

Mas, de nada serve.

Mais uma vez, que pena.

Descanse em paz, linda jovem sonhadora.

Que deixou apenas o curto passado como lembrança.

Que deixou um futuro lindo em branco.

Descanse.









7 de abr. de 2011

Triste estatística






Mais um caso, como tantos outros que já ocorreram.

Perda irreparável para uma família.

Mais um número na infinita estatística da Secretaria de Segurança Pública.

Famílias destruídas.

Amigos inconsoláveis.

Uma vida promissora e cheia de sonhos interceptada.

Desculpas mil.

Motivos fúteis e incompreensíveis.

Tentativas vazias de justificar o injustificável.

Caráter colocado à prova.

Falta de educação, carinho, formação e estrutura familiar como pretexto.

Nada explica.

A não ser a falta de respeito à vida alheia.

Tratada como se não fosse nada. Sem valor algum.

Triste fim das pessoas de bem.

Vivendo em um mundo à mercê de indivíduos sem escrúpulos.

Cruzando por essas ruas cinza com pessoas sem caráter algum, que não têm consciência do que é viver, do valor da vida para aqueles que prezam por ela.

Guerra civil? Impossível. Só um dos lados está armado.

Está mais para uma exterminação de pessoas corretas, honestas, trabalhadoras e de boa índole.

Uma pena que o tempo vá passando e nada certeiro seja feito.

Enquanto isso, pessoas queridas são eliminadas e viram estatística em alguma página de jornal.

Notícia de hoje, comentário de amanhã, estatística da semana. Depois, é esquecida.

Tudo é tratado como natural. Como se fosse exceção.

E de natural não tem nada.

E o pior: está virando regra.