28 de abr. de 2011

O artista - Parte 2

No início de março, publiquei uma postagem sobre um rapaz que me surpreendeu com seu talento. John Lennon da Silva.

Ontem, estava, assim como da outra vez, dando um vasto passeio pelos canais de TV aberta, quando me deparei com o mesmo jovem se apresentando.

Paralisei no mesmo momento.

Meus olhos se fixaram na coreografia.

Uma outra belíssima apresentação.

Uma outra belíssima composição.

Sensibilidade transbordando em cada movimento.

Leveza e sutileza em cada passo.

Emoção inundava o palco.

Olhar que expressava o que palavras e sons jamais conseguiriam.

Talento e criatividade juntos, compondo um belíssimo espetáculo.

Duas coreografias foram apresentadas.

E, mais uma vez, me emocionei com o espetáculo que assistia.

E, mais uma vez, meus olhos se encantaram.

E, o nó na garganta se fez presente.

Que emoção ver um brasileiro com tamanho talento tendo, mais uma vez, oportunidade de mostrar seu dom.

Que lindo dom, que faz com que, por alguns segundos, consigamos esquecer de tudo para além de nossas casas.

Que lindo dom, que nos faz fixarmos os olhos no que vemos e fixarmos nossos corações no que sentimos.

Ali, mais uma vez, pude ver a concretização da esperança.

Ali, mais uma vez, John Lennon da Silva, me encheu de orgulho.

Ali, mais uma vez, tive o prazer e a oportunidade de assistir um grande artista apresentando seu talento.

Ali, mais uma vez, sobre o palco escuro, vi um grande artista iluminado, nos dando a oportunidade de vermos algo de extrema qualidade e que nos faz sentir o que temos de mais bonito em nossos corações.

John Lennon da Silva. Nosso artista.

Grande artista.

20 de abr. de 2011

Tango, bolero e talento... Muito talento




A primeira oportunidade foi em 2000.

A segunda foi agora, por pura vontade de reviver as risadas gravadas em algum lugar da minha lembrança.

Texto enxuto, de argumentação simples, mas sem negligenciar a qualidade e a inteligência.

Nada de grandes experimentações teatrais, nem de exploração das complexidades existenciais.

Uma comédia. Simplesmente, uma comédia feita para divertir. Com o aval da grande diretora Bibi Ferreira.

Um espetáculo, de grande sucesso anterior, remontado com novo elenco e com uma roupagem mais moderna.

Do elenco antigo, permaneceu apenas o ator Edwin Luisi.

E ele que faz a diferença no palco.

Ator, este, que, em interpretação impecável, mostra o que é compor, encenar e interpretar uma personagem sem pudores e com tamanha competência que rendeu ao mesmo cinco merecidos prêmios: Shell, APCA, Mambembe, Governador do Estado do Rio de Janeiro e Quality Brasil.

Quarenta anos de carreira, com, uma média, de quase uma novela por ano, vários filmes e peças de teatro.

Carreira sólida, que não se rendeu aos vazios modismos televisivos modernos.

Peça recomendada com vistas a retribuir tudo o que este grande ator já vez na televisão brasileira, assim como, para se embebedar com tamanho talento que transborda do palco.

Vale a pena conferir!



tango-bolero-chachacha

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Serviço:

Tango, Bolero e Cha Cha Cha
Elenco: Edwin Luisi, Cris Nicolotti, Johnny Massaro, Carolina Lobak e Carlos Bonow.
Local: Teatro Shopping Frei Caneca
Temporada: até 17 de Julho de 2011.
  

17 de abr. de 2011

Para relembrar...






Certas datas deveriam ser muito comemoradas. Como a do aniversário deste artista completo, Charles Spencer Chaplin, mais conhecido como Charles Chaplin, que nasceu em 16 de Abril de 1889 e foi um ícone do difícil e admirável cinema mudo, contribuindo para o desenvolvimento da sétima arte.

Depois de tantos anos, este artista ímpar, que foi ator, diretor, produtor, comediante, dançarino, roteirista e músico, continua sendo lembrado por suas obras-primas.

Assim, nesta semana de homenagens a Chaplin, resolvi postar alguns poemas e pensamentos deste gênio.

Nunca é demais relembrar...

E se inspirar...








O Caminho da Vida

O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.

A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.

Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.

Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.

Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.

(O Último discurso, do filme O Grande Ditador)








Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.






"O homem não morre quando deixa de viver, mas sim quando deixa de amar."

"O tempo é o melhor autor; sempre encontra um final perfeito."

"Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder
com classe e vencer com ousadia, pois o triunfo pertence a quem se atreve...
A vida é muita para ser insignificante."






"Não fique triste quando ninguém notar o que fez de bom
Afinal...
O sol faz um enorme espetáculo ao nascer e, mesmo assim, a maioria de nós continua dormindo."



Retrospectiva 2010



Dois mil e dez.

Fatos ocorridos.

Momentos marcantes.

Profissionais talentosos.

Imagens registradas.

Lentes atentas.

Lentes que conseguem expressar o que frases e diálogos talvez não conseguissem fazer com tamanha sensibilidade e competência.

Retratos alegres, tristes, curiosos e históricos, que mostram o que é a vida real, para pessoas que enxergam além do que os olhos conseguem enxergar.

Imagens que nos fazem refletir, nos emocionar.

Imagens que trazem embutidas vidas, famílias, situações e histórias.

Imagens fixas que nos fazem ir para longe.

Imagens que mexem conosco, que despertam os sentimentos mais profundos.

Sensações inesperadas.

Um clique que nos emociona.

Um clique que deixa aquele momento único registrado.

Registrado, não apenas em um papel ou quadro, mas em nossos corações.



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SERVIÇO:


Exposição: Foto Retrospectiva 2010 – 6ª Mostra Anual de Fotojornalismo.
Onde: Espaço Cultural do Conjunto Nacional – Avenida Paulista, 2073.
Quando: até 26/04/2011; de segunda a sábado, das 7h às 22h; domingos e feriados, das 10h às 22h.


12 de abr. de 2011

Pequenas vítimas


Ver imagem em tamanho grande








Pequenos brasileiros.

Pequenas crianças.

Vítimas da loucura, da ignorância, quiçá, da negligência.

Histórias interceptadas sem motivos.

Nada faz sentido.

Nada tem explicação.

Vidas com páginas deixadas em branco.

Sonhos por realizar.

Futuro que acabou no presente. E ficará apenas um breve passado para ser relembrado.

7 de abr. de 2011

Triste estatística






Mais um caso, como tantos outros que já ocorreram.

Perda irreparável para uma família.

Mais um número na infinita estatística da Secretaria de Segurança Pública.

Famílias destruídas.

Amigos inconsoláveis.

Uma vida promissora e cheia de sonhos interceptada.

Desculpas mil.

Motivos fúteis e incompreensíveis.

Tentativas vazias de justificar o injustificável.

Caráter colocado à prova.

Falta de educação, carinho, formação e estrutura familiar como pretexto.

Nada explica.

A não ser a falta de respeito à vida alheia.

Tratada como se não fosse nada. Sem valor algum.

Triste fim das pessoas de bem.

Vivendo em um mundo à mercê de indivíduos sem escrúpulos.

Cruzando por essas ruas cinza com pessoas sem caráter algum, que não têm consciência do que é viver, do valor da vida para aqueles que prezam por ela.

Guerra civil? Impossível. Só um dos lados está armado.

Está mais para uma exterminação de pessoas corretas, honestas, trabalhadoras e de boa índole.

Uma pena que o tempo vá passando e nada certeiro seja feito.

Enquanto isso, pessoas queridas são eliminadas e viram estatística em alguma página de jornal.

Notícia de hoje, comentário de amanhã, estatística da semana. Depois, é esquecida.

Tudo é tratado como natural. Como se fosse exceção.

E de natural não tem nada.

E o pior: está virando regra.

4 de abr. de 2011

Uma linda proposta



Um dia como tantos outros.

Até que um presente chega, inesperadamente, até mim.

Dentro de um envelope pardo.

Como remetente, uma colega querida.

Como presente, um livro desconhecido.

Como surpresa, uma linda proposta.

Um livro. Juntamente com uma linda proposta.

Passar a diante, após a leitura.

Uma corrente literária.

Não poderiam ter escolhido uma pessoa melhor.

Uma grande admiradora e devoradora de livros.

Seria a segunda leitora.

Seria a segunda a desfrutar da leitura de conteúdo inesperado.

Conteúdo desenvolvido pelo jovem autor espanhol Francesc Miralles.

Páginas escritas com sentimento.

Páginas repletas de magia.

Amor e amizade para explicar os pequenos segredos da vida.

O poder da transformação.

O poder dos pequenos gestos.

O poder da amizade.

O infinito poder do amor.

A possibilidade de mudanças.

A possibilidade de mudar a vida. A própria vida.

A possibilidade de viver novamente.

A possibilidade de retomar a vida, exatamente onde parou.

A possibilidade de sentir o amor.

De vivenciá-lo de coração aberto. Apesar de todos os medos, fantasmas e inseguranças.

O poder da transformação, através da amizade.

O poder da transformação, através da saudade.

O poder da transformação, através da coragem adormecida.

O poder da transformação, através do amor.

O valor dos pequenos gestos.

O valor dos acontecimentos inesperados.

O poder do olhar para o lado e não apenas observar, mas realmente ver.

Ver com o coração. E, não exclusivamente, com os olhos.

Uma leitura leve, singela, cercada por humor, ironias.

Uma leitura que nos mostra que o caminho para felicidade está na comunicação, na convivência com os demais seres humanos.

Uma leitura que nos mostra o perigo e a tristeza que habitam a solidão.

Uma leitura que nos descreve o despertar de um coração adormecido.

Uma lição de vida.

Uma deliciosa lição de vida...



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Obrigada, colega querida, pela oportunidade ímpar de desfrutar de uma leitura tão delicada e envolvente.

Passarei esta obra para outros olhos curiosos...

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Ficou curioso?
Leia: Amor em minúscula, de Francesc Miralles – Editora Record.



3 de abr. de 2011

Que pena




Acho que fiz parte da última geração que brincou na rua, sem grandes preocupações.

Sou do tempo de jogar bola, andar de bicicleta na rua tinha como grande perigo os carros que transitavam. Mas, mesmo eles, na maioria das vezes, vinham tranquilamente e, quando corriam, não era nada demais, dava tempo suficiente para correr para a calçada.

Sou da época de vários programas de TV educativos, ou no mínimo, sem violência ou sem apelação. Sou da época, por exemplo, do Bambalalão, na TV Cultura. Um daqueles programas que os pais podiam largar o filho sozinho assistindo, que sabiam que era entretenimento cultural puro voltado, exclusivamente, para o público infantil.

Época em que programas apelativos passavam depois das vinte e duas horas, hora, esta, em que todas as crianças já estavam em suas camas, dormindo.

Época em que multa de trânsito era uma medida com vistas a penalizar o infrator e não a única opção educativa do trânsito, com objetivo puramente arrecadatório.

Época de comer salsicha crua na fila do supermercado.

É uma pena que tudo tenha passado.

As crianças não são mais as mesmas.

O trânsito não é mais o mesmo.

O mundo não é mais o mesmo.

Hoje em dia é perigoso atravessar a rua, quem dirá brincar de bola?

Comer salsicha cozida é perigoso!

Conversávamos nos portões das casas até tarde. Hoje em dia nem conversamos mais. Os portões permanecem eternamente trancados e vigiados por câmeras de segurança.

Crianças vivem fechadas entre quatro paredes, sob olhares atentos de algum adulto, hipnotizadas por algum jogo de vídeo game ou por algum programa que não merece sua mínima atenção.

Estranhos são suspeitos de crimes ainda nem cometidos.

A pulga mora atrás da orelha, não apenas está. Não ficamos com o pé atrás, ele sempre está lá.

Antigamente, bastava olhar para os dois lados da rua para atravessar. Hoje, a calçada é perigosa...

Fiz parte de uma geração educada pelos pais e avós. Não por alguém estranho da família, ou alguém contratado, que pregasse uma forma mais moderna da mesma.

Tinha horário para tudo. E “dar satisfação” não era invasão da privacidade, mas uma obrigação por não ter saído com algum responsável.

Ser boa aluna, responsável e educada era obrigação e não qualidade diferenciadora.

Formar uma pessoa de valor, era obrigação dos pais. E, eles, conscientes disso, se esforçavam ao máximo para conseguir formar adultos de caráter irretocável.

Afinal, valores influenciam as atitudes, as escolhas e determinam o que importa na vida de cada um.

Li, em algum lugar, que estudos recentes demonstram que a programação da televisão tornou-se o principal formador de valores em nossa sociedade.

Isto me assusta, me amedronta.

Fico preocupada em ler notícias como estas, que demonstram o poder da TV hoje em dia e a fraqueza, a limitação de horizontes, dos pais.

Televisão... Babá eletrônica que tem como carro-chefe e grande educador o BBB da vida.

Famílias correm riscos...

Famílias dão ao inimigo a possibilidade de criação de seres humanos.

Que valores serão embutidos na mente dessas crianças?

É...

Valor...

Palavra em desuso.

Palavra mal utilizada.

Palavra que virou piada.

Na vida, raridade.

No dicionário: “o que vale uma pessoa ou coisa”.

Influencia atitudes, decisões.

Determina e seleciona o que importa na vida de cada um.

Normalmente, repassado pelos pais. Através da arte de educar.

Outras vezes, embutido pelas amizades ou pelas experiências vivenciadas.

E outras tantas, chegando à conclusões baseadas no que se observa.

É...

O que está acontecendo?

O mundo moderno me desencanta a cada dia que passa.

Vejo muita coisa errada, intitulada como psicologia moderna onde tudo pode, para não gerar “problemas emocionais” em crianças solitárias e mimadas.

Estou cansada de ver o mundo se deteriorando...

Estou cansada do comodismo justificado.

Estou cansada da ignorância por opção comodista.

Estou cansada da inversão de valores.

Saudades da minha época.

Saudades de comida com gosto de comida, sem agrotóxico.

Saudades da educação, do respeito ao próximo.

Saudades do Bambalalão.

Saudades das minhas brincadeiras na rua.

Saudades da vida bem vivida.

Sinto saudades de uma época que já se foi.

Brincadeiras saudáveis, ingênuas, infantis...

Respeito ao próximo... Aos pais... À família...

Educação vigiada de perto... Dada e cobrada pela família.

Valores embutidos desde à infância...

Agora...

Brincadeiras, respeito, educação, valores...

Tudo diferente...

Tudo questionável...

Tudo descartável...

Tudo invertido... 

Que pena.



30 de mar. de 2011

Homem de garra



Um dos 15 filhos de Antônio Gomes da Silva e Dolores Peres Gomes da Silva.

Lutou durante muitos anos contra uma doença cruel, traiçoeira.

Mas que, independentemente do estado em que se encontrava naquele momento, e principalmente nos mais difíceis, sempre apresentava sorriso estampado no rosto, olhos brilhantes e nos presenteava com palavras de esperança.

Uma lição de querer viver. E viveu.

Uma lição de força. Até o último suspiro.

Um exemplo de fé.

Uma linda lição de vida.

Que todos nós tenhamos como inspiração este homem e sigamos o exemplo deste ser humano forte, corajoso, de fé inabalável e que tinha consciência do grande valor da vida.



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Frases de José de Alencar:


"Não tenho medo da morte, porque não sei o que é a morte. A gente não sabe se a morte é melhor ou pior. Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho. Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu possa me orgulhar dele.”


“[...] É aquela história: seja feita a vontade de Deus em qualquer circunstância. Em qualquer lugar, em qualquer tempo, seja feita a vontade de Deus. Assim você se entrega às mãos de Deus e ganha coragem. Para enfrentar, isso provavelmente seja a principal razão.”


“Não tenho medo da morte, tenho medo da desonra. Por uma razão muito simples: nossos irmãos, nossos amigos, nossa família, nosso pai, nossa mãe, nossos filhos, nossos netos,  nossa esposa. Nós temos pessoas que nos estimam, que acreditam em nós. Se nos comportarmos dignamente, mesmo depois de mortos não teremos morrido para eles. Agora, se não nos comportarmos de forma que possam se orgulhar de nosso comportamento, mesmo em vida teremos morrido.”

28 de mar. de 2011

Um belo discurso

Já tinham me falado da história.

Já tinham me falado dos atores.

Já tinham me falado da direção.

Mas, não conseguíamos assistir o filme.

Várias tentativas frustradas.

Quase optamos pela desistência covarde.

Era o ultimato.

E, conseguimos.

Já era uma grande algria ter, em mãos, aqueles ingressos tão esperados. Afinal, a dificuldade só fez aumentar a curiosidade sobre o trailer.

Mas, mal sabíamos o que realmente nos esperava.

Parecia que estávamos sendo preparados para nos depararmos com tamanha obra-prima.

História real brilhantemente conduzida à tela cinematográfica.

Atores impecáveis.

Atuações dignas da aplausos intermináveis.

Direção delicada.

Fotografia que consegue transparecer todo o clima da época.

Técnicas de filmagem que evocam os sentimentos das personagens.

Linguagem corporal capturada sutilmente pelas lentes.

Humor delicadamente sutil.

Embate de idéias, persepectivas e formações.

Dualidades de comportamentos.

Questões são elencadas.

Problemas são discutidos.

Traumas são desenterrados.

Dores são sentidas.

Medos são demonstrados.

Inseguranças são colocadas à prova.

Amizades improváveis são firmadas. 

Fantasmas do passado e fantasmas do próprio imaginário são enfrentados em uma batalha exaustiva, mas superados, na medida do possível.

Tudo isto circula entre as interpretações brilhantes de Colin Firth, Geoffrey Rush e Helena Bonham Carter.

Olhos, gestos, sorrisos, sem som algum, conseguem demonstrar perfeitamente o que se poderia dizer com palavras. Mas, estas palavras, não teriam a emoção toda que o silêncio, muitas vezes, demonstrou.

Uma obra que nos emociona e nos faz refletir sobre nossos medos, inseguranças. E, assim como no filme Cisne Negro, nos mostra, que nossos maiores inimigos somos nós mesmos. 

Um filme inspirador.

Que nos inspira a querermos mais da vida. 

A enxergá-la por um outro prisma. 

Que nos faz querer viver.

Viver bem.

Plenamente.

Enfrentando nossos medos, nossas angústias, com muita coragem.

Coragem, esta, que, muitas vezes, fica adormecida em algum lugar que esquecemos o caminho.

Não tenha medo de si próprio.

Peça ajuda se precisar.

Converse mais consigo mesmo. 

Se escute.

Escute seu coração.

Descubra mais sobre você. 

Enfrente aquilo que te assusta.

Você verá que o monstro não é tão grande assim.

Você é maior do que ele.

Afinal, ele está dentro de você.


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Serviço:

O discurso do Rei 
Título original: The King's Speech
Inglaterra, Austrália, EUA , 2010 - 118 min.
Drama

Direção: Tom Hooper
Roteiro: David Seidler
Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Derek Jacobi, Michael Gambon, Guy Pearce, Claire Bloom, Tim Downie, Timothy Spall, Robert Portal, Richard Dixon, Paul Trussell, Adrian Scarborough, Andrew Havill, Charles Armstrong, Roger Hammond.

27 de mar. de 2011

Eu

Sou uma pessoa que está...

Mais feliz.

Mais tranqüila.

Mais atenta aos pequenos (e fundamentais) detalhes.

Menos exigente (consigo e com os outros).

Mais consciente do que quer (e, principalmente, do que não quer).

Que se respeita e respeita os demais.

Que aprende com as diferenças.

Que descobriu ser uma pessoa interessante, mas não muito sociável.

Que ri mais, muito mais.

Que vive mais e julga menos.

Que se permite mudar de idéia no meio do caminho. Aliás, que se permite não só mudar de idéia, mas mudar o próprio caminho.

Que permite que os pensamentos, as palavras e os atos sejam mais livres e espontâneos.

Que vê nos pequenos problemas, grandes oportunidades.

Que cultiva as antigas, importantes e queridas amizades.

Que sabe valorizar cada pessoa que passou pela sua vida. E que não mede sua importância pelo tempo que ficou presente, mas sim pela intensidade da relação, através da qual deixou sua marca tatuada por lá... Para sempre... Contribuindo para a minha evolução.

Que quando se decepciona com uma pessoa, sabe que foi porque esperava mais do que ela poderia ou tinha condições de dar.

Que está aprendendo a aceitar o erro.

Que está aprendendo a comemorar cada acerto.

Que se permite sonhar...

Sonhar muito e sem fronteiras...

Que aprendeu a cultivar lembranças... Mas, sem nostalgia. Pois, o olhar nostálgico invalida o presente.

Que acredita que tudo vem ao seu tempo...

E que está, tijolo por tijolo, construindo um final feliz!

Muito feliz!!!


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"Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais.
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe...
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei..."
(Almir Sater e Renato Teixeira )



"E aqueles que foram vistos dançando foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música."
(Friedrich Nietzsche)



"Aprendi com as primaveras a me deixar cortar para poder voltar sempre inteira."
(Cecília Meireles)

Minha vida


Não quero que ela passe em branco.

Quero senti-la.

Quero vivê-la em toda sua intensidade e complexidade.

Ela depende de mim. E, eu, dela.

Devo ser responsável.

Consciente de que cada segundo será escrito, definido por mim.

Tenho consciência disso.

Respeito-a.

Valorizo-a.

O tempo corre. É curto.

Tenho medo de não ser o suficiente. Faço o possível para que seja.

Deixo as bobagens de lado. Me concentro no que interessa.

E o que interessa mora dentro do meu coração.

Ele me guia.

Às vezes, ele me engana. Mas, depois, volto à rota certa.

O caminho é longo. Mas, cheio de paisagens, que me enchem de esperança.

Observo e guardo, em minha lembrança, cada detalhe.

Os detalhes me tornam uma pessoa melhor, me ajudam a evoluir.

Eles escrevem minha vida.

Minha vida. 

Calcada no que interessa.

No que me interessa.

Na felicidade.

Na minha felicidade.

E na felicidade de quem tem importância para mim.



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"Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que se quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.

Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.

Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.

O futuro mais brilhante é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar os erros e as decepções do passado.

A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar duram uma eternidade...''
(Clarice Lispector)


Despedida


Esta semana perdi uma pessoa querida.

Pessoa querida que me estendeu a mão no momento em que mais precisei.

Pessoa querida que foi exemplo de caráter e doação.

Pessoa querida que soube viver a vida intensamente, sempre com bom humor, desapego e distribuindo carinho e atenção.

Pessoa querida que foi embora de forma silenciosa, sem sofrimento aparente.

Pessoa querida que se foi. Mais por escolha própria do que pelas circunstâncias.

Pessoa querida,

Descanse em paz.


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DEUS

"Deus costuma usar a solidão
para nos ensinar sobre a convivência.


Às vezes, usa a raiva,
para que possamos compreender
o infinito valor da paz.

Outras vezes usa o tédio,
quando quer nos mostrar a importância da
aventura e do abandono.

Deus costuma usar o silêncio para nos
ensinar sobre a responsabilidade
do que dizemos.

Às vezes usa o cansaço,
para que possamos compreender
o valor do despertar.

Outras vezes usa doença,
quando quer nos mostrar
a importância da saúde.

Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar
sobre água.

Às vezes, usa a terra,
para que possamos compreender o valor do ar.

Outras vezes usa a morte,
quando quer nos mostrar
a importância da vida".
(Fernando Pessoa)

24 de mar. de 2011

Balanço Anual



Embora estejamos em março, achei interessante fazer esta reflexão, para que não deixemos passar o ano em vão e saibamos valorizar cada dia do ano!

Normalmente, no mês de dezembro, mais especificadamente na última semana deste mês, começamos a fazer um balanço de nossas vidas... O que conseguimos realizar, o que conquistamos, quantas promessas cumpridas... Mas, também: o que não conseguimos conquistar ou realizar, os projetos que tiveram de ser adiados, desejos não realizados...

Diante desta situação, para muitos, dá-se início a uma sensação de fracasso, impotência, tristeza, frustração...

Isto nada mais é que um erro que cometemos com nossas vidas: viver para o futuro, como se a verdade estivesse lá na frente... Tão na frente que nunca seríamos capazes de alcançá-la, encontrá-la e conhecê-la.

Vivemos para um futuro que nunca chega, para um dia que nunca existirá.

Vivemos para alcançar objetivos que sempre nos incentiva a não desistir, a lutar incansavelmente. Contudo, quando “chegamos lá” já estamos tão cansados e já nos determinamos a alcançar objetivos mais difíceis e distantes, que as atuais conquistas perdem sua importância, seu valor, tornando-se sem sentido.

É um círculo vicioso. Nunca algo será bom o suficiente. Sempre se quer mais, mais e mais...

Só que “este mais” mora em um lugar desconhecido, chamado futuro, que é infinito, um mistério.

Lutamos para que nosso futuro seja bom. Mas, quando o futuro chega? Aliás, ele chega algum dia? Sim chega! Só que no momento em que ele aparece, lhes damos as costas, ignorando-o, menosprezando-o, passamos por cima dele para conseguirmos chegar no “próximo futuro”.

Não nos damos conta que o presente já foi, algum dia, nosso futuro. Aquele futuro tão desejado, esperado e até temido. Que, agora que chegou perdeu sua importância, seu significado.

Sonhos? São sempre importantes e úteis! Nos fazem lutar, mover-nos em busca de algo. Contudo, é essencial termos em mente que não somos eternos... Temos de nos conscientizar de que tudo que fazemos e alcançamos tem seu valor e que algum dia este foi nosso objetivo, nossa meta!!!

Por isso, devemos continuar sonhando, estabelecendo metas para a vida, mas ao alcançá-las deve-se comemorar, vibrar, sentir orgulho de si! Não viver para um futuro que nunca chegará, para uma verdade que não existe.

Aprender a viver para hoje e por hoje. Viver o agora! Porque o agora é a sua vida!!!

Assim, quando for estabelecer metas, lembre-se da importância que, hoje, elas têm em sua vida, como a concretização das mesmas o faria feliz...

Lembre-se da sensação quando imagina seus objetivos serem alcançados. Nunca esqueça disto! Assim, quando você conseguir, vai comemorar muito!!!

Não viva para o amanhã. Viva agora! Afinal, algum dia você pensou no hoje, como sendo seu tão almejado futuro!

Que você consiga enxergar a vida do jeito que ela é: com seus vários defeitos e inúmeras qualidades!

Que você saiba valorizar cada minutinho!

Que você reconheça o seu valor, a sua importância!

Que aprenda, a cada dia, mais a seu respeito e orgulhe-se do que é!

Que respeite os demais, o que cada um pensa e sente!

Seja feliz.

Busque esta felicidade dentro de você.

Ela está lá. Esperando por você!

Agora? A decisão é sua!


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"Não faças do amanhã o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais.
Teus passos ficaram.
Olhes para trás ... Mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te."
(Charles Chaplin)


"O que for teu desejo, assim será tua vontade.
O que for tua vontade, assim serão teus atos.
O que forem teus atos, assim será teu destino."
(Deepak Chopra)


"Quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta"
(Carl Young)

19 de mar. de 2011

Lado B da Geração Y


 
Já faz algum tempo que tenho visto e lido muito sobre uma tal Geração Y. Geração, esta, formada por jovens nascidos após a década de oitenta e que estão chegando à vida adulta e, conseqüentemente, ao mercado de trabalho, influenciando a dinâmica atual das empresas e, em escla macro, o mundo em que vivemos.
São matérias, livros, textos e estudos que tentam explicar como tais jovens influenciam a dinâmica atual das empresas e, em escala macro, o mundo em que vivemos.
São inúmeras teorias, são inúmeros psicólogos, empresários, médicos e profissionais do mais vasto leque de especialidades que estudam, observam e desenvolvem teorias acerca do tema.
Como adoro ler, independente do assunto, acabo me deparando, muitas vezes, com algum material em minhas mãos sobre os “jovens Y”.
Todos enumeram diversas características desses jovens, assim como seus hábitos e valores.
Todos com enfoque empresarial. Voltado para o mercado de trabalho.
Entendo que esta denominação “Geração Y” foi e, ainda, é amplamente divulgada exatamente para este mercado, o profissional. Mas, o que não podemos esquecer é que por de trás deste rótulo, existem jovens, que possuem vida própria, família e amigos.
Não vejo muito material a respeito disso.
Uma pena.
Esta geração, também conhecida como Geração da Internet, cresceu em meio a grandes avanços tecnológicos e econômicos, se comparado às gerações anteriores.
Mas, nem tudo são flores. Existem aspectos mais importantes a serem analisados.
Tenho mais de 30 anos. Acredito que fui da última geração a brincar nas ruas, a andar de bicicleta por diversão e não por obrigação de atividade física.
Escrevi com máquina de escrever e também com os "primeiros Apples" que surgiam.
Também me diverti com Atari, com Gemini, ouvi LP em aparelhos três em um e me deparei com os primeiros aparelhos de CD que surgiam.
Brincava de pega-pega, de esconde-esconde, assistia ótimos programas na TV Cultura e era frequentadora assídua de locadoras de fitas VHS.
Não se falava em gordura trans, nem em colesterol.
Caráter era algo intrínseco ao ser humano e não uma qualidade. Era obrigação e não uma opção, estilo de vida.
Pais estavam sempre presentes, mesmo trabalhando fora.
Acredito que tenha sido de uma geração intermediária. Tinha um pé no antigo e olhar no novo. No que era novo para a época.
E, talvez, por isso, consiga observar tudo com mais naturalidade. Sem muita teoria e mais vivência.
Hoje em dia, vemos que as empresas procuram jovens profissionais empreendedores, com iniciativa, com um currículo impecável, com graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado, que falem mais de dois idiomas, que possuam vastas experiências profissionais (?) e, também, internacionais. Um profissional impecável.
É. Um profissional impecável com vinte e poucos anos.
Este profissional de vinte e poucos anos, é um garoto assustado, carente, muitas vezes infeliz, frustrado, que busca fazer o que, supostamente, garantirá seu futuro, seu sustento.
Mas, garantirá sua felicidade?
Embora sejam jovens capazes, na grande maioria das vezes, estão, perdidos, mal orientados, sem saber o que realmente querem para sua vida. O que os faz felizes.
Afinal, estes jovens cresceram ouvindo o que tinham para fazer para que conseguissem o emprego x ou y. Eram atividades infinitas que garantiriam o sucesso profissional, quando eles nem sabiam o que isto significava.
Pais, muitas vezes ausentes (fisicamente e/ou emocionalmente), compensavam isso com inúmeros presentes, viagens e passeios. Não sabiam dizer não.
Não queriam passar a imagem de pais chatos. Era melhor ser negligente do que chato.
Crianças mimadas cresceram cercadas de informações e sem terem quem os orientassem sobre o que fazer com elas.

Crianças que cresceram tendo tudo de forma mais fácil.

Crianças que tornaram-se adolescentes intolerantes e irresponsáveis, amparados pela psicologia moderna em que tudo pode, para não gerar grandes traumas.

Adolescentes que podem fazer de tudo, sem ter de respeitar ninguém.

Adolescentes que crescem.

Adolescentes que viram jovens, que viram adultos.

Que vão para o exigente mercado de trabalho.

Mercado de trabalho, este, que exige de adultos infantis, imaturos postura confiante e agressiva.

Mercado de trabalho insensível, que explora a fragilidade dos profissionais, visando retorno próprio, com a desculpa de desenvolvimento profissional e garantindo retorno financeiro, para suprir vazios imensos e lacunas emocionais pré-existentes.

Ótimos profissionais por fora. Seres humanos, muitas vezes, fracos, inseguros e carentes por dentro, que na cegueira da ambição e da suposta e criada realização profissional, e até pessoal, se submetem, na sua ignorância, a participar deste teatro de fantoches.

Eis o lado B desta Geração Y.



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Quer ler algo interessante sobre a Geração Y? Leia o livro: Geração Y - O nascimento de uma nova versão de líderes, de Sidnei Oliveira.