28 de out. de 2012

Para começar a semana...

 
 
 

 
"A covardia coloca a questão: 'É seguro?'

O comodismo coloca a questão: 'É popular?'

A etiqueta coloca a questão: 'É elegante?'

Mas a consciência coloca a questão: 'É correto?'

E chega uma altura em que temos de tomar uma posição que não é segura, não é elegante, não é popular, mas o temos de fazer porque a nossa consciência nos diz que é essa a atitude correta".


(Martin Luther King)


 

23 de out. de 2012

O Expresso do pôr do sol







 
 
Uma arena.
 
Uma linha férrea.
 
Um apartamento.
 
Vida.
 
Morte.
 
A continuidade.
 
A desistência.
 
As diferenças.
 
As escolhas.
 
A luz.
 
A sombra.
 
As almas.
 
A fé.
 
O conhecimento.
 
A esperança.
 
A falta dela.
 
Dois homens.
 
Duas histórias.
 
Duas escolhas.
 
Dois destinos.
 
Uma certeza.
 
A morte.

A vida.
 
 
 
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João Caldas
 
 
Como sempre a curiosidade.
 
Ela me guia.
 
Dessa vez não foi diferente.
 
Quando soube que havia uma adaptação da obra de Corman McCarty (um dos mais respeitados e premiados escritores norte-americanos) sendo exibida no teatro, minha curiosidade despertou.
 
O elenco, formado pela dupla de talento inegável e reconhecido - Cacá Amaral e Guilherme Sannt'Anna, era mais um motivo para que o desejo de assistir a peça aumentasse ainda mais.
 
E assim fiz.
 
Retornei ao meu querido Tucarena. Palco de tantas lembranças da minha época de estudante da PUC.
 
 
A peça começa. E no palco não vejo os atores teatrais renomados. E, sim Black e White. Impecáveis.
 
Discussões diretas. Embates. Discursos convincentes. Argumentos defendidos com firmeza.
 
Pontos de vista díspares.
 
Personagens complexos. Com extenso conteúdo: a vida de cada um.
 
Figurinos que falam por si só. Nos auxiliam na definição de cada homem.
 
Nenhum contato físico entre eles. O duelo é "apenas" verbal.
 
Nenhuma palavra solta. Todas palavras amarradas, em belas frases, que resultam em pensamentos profundos e verdadeiros, que nós remete as nossas vidas, e expõem questionamentos que costumamos fazer, muita vezes, apenas quando estamos a sós.
 
A iluminação é um quesito a parte. É o próprio cenário. Altera-se constantemente. Mas, sempre com significado. Nada acontece por acaso. Delimita espaços. Complementa os discursos. Dá vida ao espetáculo.
 
Espetacular texto. Direção irretocável (Fábio Assunção). Atuações emocionantes. Montagem minimalista.
 
Todos estes aspectos juntos, nos presenteiam com uma peça diferenciada. Onde o principal é o conteúdo apresentado e que nos faz refletir sobre a vida e a morte, a fé e o racionalismo, pessimismo e otimismo, a luz e a escuridão.
 
Uma peça que provoca, que te faz pensar e lidar com seus medos e questinamentos mais íntimos e profundos.
 
Coisa rara hoje em dia.
 
 
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Serviço:
 
Expresso do pôr do sol - Tucarena - Rua Monte Alegre, 1024. Até o dia 30/11/2012.
 
 
 


Cansaço

 
 
 
  
Cansaço.
 
Não para desistir.
 
Mas, para dar um tempo.
 
Tempo para repensar.
 
Tempo para recuperar as energias.
 
Para recuperar a esperança.
 
Tempo para retomar a fé.
 
Para olhar para a vida.
 
(Karen Goldsztejn  Nascimento)
 
 
 
 
  
Após o cansaço da busca,
 
Aprendi o encontro.
 
Após afrontar o vento,
 
Navego com todos os ventos.
 
(Friedrich Nietzche)



 

22 de out. de 2012

Caroline Silva Lee








Quinze anos.

Linda.

Estudante.

Esforçada.

Esportista.

Filha.

Irmã.

Namorada.

Três bandidos.

Um celular.

Uma bolsa.

Um tiro.

E uma linda história que estava apenas iniciando é ceifada brutalmente.

Sem motivos.

Tristeza.

Dor.

Uma mãe desolada.

Amigos se consolam.

Irmão chora solitariamente.

Assassinos são presos.

Debocham da situação.

Sabem que a pena é inexistente.

Uma pena.

Revolta imensa.

Impunidade é certa.

Que mundo é esse?

Que país é esse?

Quinze anos de vida.

Sonhos partidos por um tiro.

Lágrimas rolam.

Bandidos sorriem.

Nenhum arrependimento.

Uma vida em troca de um celular.

Uma mãe que nunca mais será a mesma.

Um vazio imenso.

Uma dor avassaladora.

Uma saudade dolorida.

Um silêncio eterno.

Descanse, pequena menina.

Durma em paz.

Olhe pela sua mãe.

Ela precisará.

Fique bem.

Amém.





15 de out. de 2012

Extremos




"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas. Me entupo de ausências, me esvazio de excessos. Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos."
(Clarice Lispector)
 
 
 
 

6 de out. de 2012